A banda larga, felizmente ou infelizmente, ainda não está
suficientemente larga. Assim, não digam a ninguém porque não me parece muito
bonito, estou a piratear um ponto de Wi-Fi da Junta de Freguesia da Fajã Grande
para deixar esta crónica do paraíso.
Eu sei que isto é um abuso, o paraíso não existe, ou por
outra, cada um de nós, de mil maneiras, vai conseguindo uns minutos de paraíso,
mais ou menos frequentes, em diferentes locais e em diferentes circunstâncias.
Nestes dias tenho, sorte a minha, passado por muitos minutos
de paraíso, estou na Ilha das Flores, instalado, como deu para perceber, na Fajã Grande. A
Ilha das Flores é um assombro de bonita e o tempo tem ajudado.
É complicado dizer o que qualquer guia turístico já diz mas,
por outro lado, andar pelas Flores é mais bonito do que qualquer guia é capaz
de descrever.
Parece magia como tanto de diferente se pode encontrar numa
área relativamente pequena.
A água ouve-se e vê-se por todo o lado, em cascatas
altíssimas, que mesmo no final de Julho continuam em força, ao que nos
disseram, ajudadas por umas chuvas tardias. Onde os olhos poisam encontram-se
hortênsias de um azul ainda vivo que desenham muros, estradas e paisagens.
A costa tem recortes em que o basalto negro, contrastando
com o pôr do Sol lá para o fim do mal, criam um efeito que enquanto dura atraem
os olhos sem que possamos resistir, é um encantamento.
Um pequeno segredo que é público, a Poça da Alagoinha e a
vereda que lhe dá acesso são de outra dimensão e fazem-nos sentir de outra
dimensão, muito grandes por ali estarmos e muito pequenos quando nos
comparamos.
Este paraíso, é na verdade, um dos mais bonitos paraíso em que
já estive, merece que dele falemos. E é nosso.
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