Com os dias de intempérie que temos vindo a viver não largamos os nossos impermeáveis. Agora são, geralmente, finos, leves, praticamente impermeáveis e muitos mantêm-se respiráveis. Esta evolução permitiu dispensar aqueles casacos mais clássicos em plástico que quando não metiam água da chuva por fora, nos deixavam encharcados por dentro promovendo um efeito de sauna. Ainda me lembro de há umas décadas andar de mota com um oleado dos amarelos que deixava passar uma gota, mas era pesado e desconfortável.
Estava a pensar nestas coisas,
coisas de velho aposentado, e lembrei-me de como seria interessante que se
inventasse uma forma de proteger a vida dos miúdos das intempéries que alguns
deles têm à volta e tornar a vida um pouco mais confortável. Poderia ser criado
um dispositivo de protecção que fosse quase impermeável às agruras dos tempos
maus, protegendo-os das mais pesadas pois também é preciso passar por algumas e
que, ao mesmo tempo, fosse respirável, ou seja, não fosse um dispositivo que os
mantivesse numa redoma estanque e os asfixiasse, mas sim algo que lhes
permitisse continuar a respirar, a viver. Um dispositivo desta natureza seria
um bem precioso.
Mas esta é uma ideia
completamente disparatada, seguramente motivada pelas inúmeras vezes que acabei
encharcado as minhas andanças à chuva. Como acontece com muitos miúdos.
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