Foi com alguma perplexidade que li a peça do Público sobre a realização em muitas escolas de iniciativas promovidas pelos alunos com a participação de “influencers” que fazem da sua intervenção uma “performance” promovendo a sexualização dos alunos espectadores e potenciais clientes de um negócio a correr nas inevitáveis redes sociais.
É mau demais. Lembrei-me de Sá de Miranda, "M'espanto
às vezes, outras m'avergonho".
O mundo está completamente às
avessas.
Isto não tem rigorosamente a ver
com a relação da escola com a comunidade.
Isto não tem rigorosamente a ver
com a promoção e incentivo da autonomia dos alunos.
Isto não tem rigorosamente a ver
com competência e responsabilidade da direcção de uma escola ou agrupamento.
Isto não tem rigorosamente a ver
com divertimento e festa.
Isto não tem rigorosamente a ver
com o apoio a projectos dos alunos.
Isto não tem a ver com cidadania
e valores.
Isto não tem rigorosamente a ver com Educação.
Isto … não pode acontecer.
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