Como é sabido e reconhecido, as políticas públicas de educação dos últimos anos são fortemente responsáveis pela dramática situação de milhares de alunos sem professor a todas as disciplinas.
Muitas vezes aqui tenho abordado
esta questão, mas hoje e a propósito de uma peça no DN retomo a questão.
Nos anos com exames, 9.º, 11.º e
12.º, os alunos que não tiveram aulas das disciplinas sujeitas a exame irão
prestar provas em situação de manifesta desigualdade.
Filinto Lima, presidente da
Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, sugere “uma
das soluções poderia ser os exames terem uma ponderação diferente na
classificação final de cada disciplina”. Deveria ser avaliado em cada escola o
número de alunos afectados e as disciplinas em que não tiveram aulas o que é um
apuramento “fácil a nível administrativo” e considerar a ponderação diferente.
Por outro lado, a Missão Escola
Pública (um movimento de professores) sugere de forma mais acertada a
necessidade de compensar as aulas em falta podendo recorrer-se a um ajustamento no calendário escolar
permitindo as aulas de compensação.
Mais estranho neste cenário é
demonstração de incapacidade e incompetência do MECI que desde o ano passado promete
divulgar o número de alunos sem docente e a que disciplinas e ainda não foi
capaz de o fazer.
Segundo a Fenprof, em Janeiro teríamos
mais de 158 mil alunos sem professor a todas as disciplinas mais 28,4% que em
Janeiro do ano passado em que se contabilizavam cerca de 123 mil alunos nesta
situação.
Parece claro que, seja qual for resposta
que possa ainda ser definida, estes alunos têm o direito à educação fortemente
comprometido com consequência sérias no seu trajecto escolar e com custos
acrescido, insuportáveis para muitas famílias, com dispositivos de compensação
como explicações.
Sem estranheza não haverá
certamente qualquer assumir de responsabilidades pelas figuras que foram
passando pelo Ministério da Educação.
Nada de novo, lamentavelmente.
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