Volto uns dias atrás retomando uma notícia, mais uma, que me deixou perplexo. Sim, apesar dos 70 e … ainda fico perplexo e, foi o caso, embaraçado.
Retomo o trabalho notável do Público revelando a presença de
“influencers” (acho piada à designação desta nova “classe” profissional) nas
escolas para “animarem” iniciativas dos alunos. A actuação dos “influencers” terá
proporcionado excelentes aulas, estamos na escola, sobre o que não pode e não
deve acontecer um espaço escolar.
Como na altura afirmei é algo “mau demais”.
A resposta do MECI vai na mesma linha, é “má demais”. Lê-se no DN que determinou a criação de um grupo de trabalho, também podia ser uma “task
force” era mais fino, para “orientar diretores sobre a presença de entidades
externas e atividades que possam colidir com a ética e a cidadania no espaço
escolar”.
A sério?!
Então os directores de escola e
agrupamentos não sabem como orientar a presença de entidades externas e
actividades no espaço escolar que colidam com ética e cidadania?!
O MECI entende que os directores
precisam de orientação, estão perdidos e alguns, ainda mais perdidos, nem deram
conta de quanto inaceitável seria a realização nas suas escolas daquele tipo de
eventos.
Parece clara a responsabilidade dos
directores escolares sobre o que se realiza nas escolas que dirigem, mas
naturalmente, como em todas as circunstâncias, a forma como cada pessoa
(director) gere as suas responsabilidades é outra questão e estará associada à
competência e a variáveis de contexto, por exemplo, recursos humanos, circuitos
de comunicação e tomada de decisão, etc.
Por outro lado, existe uma
estrutura designada Conselho das Escolas que, creio, poderá (deverá) ter um
papel em situações desta natureza.
O que a experiência me foi
dizendo em cinco décadas de trabalho, boa parte dos quais na administração
central e regional da educação, é que os grupos de trabalho independentemente
do seu conhecimento ou competência … pouco impacto têm na definição das políticas
públicas nos seus diferentes patamares.
Deixem lá ver, como por aqui se
fala.
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