Nas últimas semanas têm sido
frequentes as referências às dificuldades muito significativas que os
estabelecimentos de ensino artístico especializado atravessam.
O ensino artístico especializado
é assegurado maioritariamente por escolas privadas, 95%, existindo apenas sete
estabelecimentos públicos.
Parece claro que nesta situação,
a oferta privada cumpre um serviço público que, mais uma vez, é esquecido pelas
políticas públicas de educação.
Lamentavelmente, também não é
surpresa. Por cá e por fora temos vindo a assistir a um movimento de subvalorização
do ensino artístico e mesmo de uma forma mais alargada e, por isso, mais grave,
a uma subvalorização das ciências sociais, as humanidades e as artes.
Este movimento é particularmente
grave no ensino superior, na formação e na investigação, no desinvestimento em
recursos humanos e económicos e, não podia deixar de ser reflecte-se também no
ensino básico e secundário.
Verifica-se, de facto, uma sobrevalorização
das áreas STEM que incluem Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática
(Science, Technology, Engineering, Mathematics) que dominam o investimento e
alimenta-se os discursos denegrindo o contributo essencial das ciências sociais,
das artes e das humanidades para o desenvolvimento global das comunidades.
Os tempos que vivemos vão negros.
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