No Público encontra-se uma peça de leitura obrigatória. Em 2026 assinala-se os 25 anos da criação no Funchal da companhia de dança “Dançando com a Diferença”. É constituída por pessoas com deficiência e tem um trajecto notável de criatividade e sucesso para além do impacto ético, social e cultural que é imensamente relevante.
Henrique Amoedo, um visionário,
começou por liderar um projecto apoiado pelo Governo Regional da Madeira e se
tornou numa companhia profissional extraordinária.
Não sendo, longe disso, um
conhecedor do mundo da dança, já tive oportunidade de assistir a apresentações
de “Dançando com a Diferença” no Funchal e em Lisboa ficando sempre
impressionado e emocionado com a qualidade artística e técnica das criações. O
currículo de colaborações e espectáculos é notável nestes 25 anos.
Mostra-nos caminhos que não
imaginamos, mas como Henrique Amoedo afirmou em 2021 numa entrevista ao
Expresso, “Quando bailarinos com deficiência forem aceites em qualquer
companhia pelas suas qualidades artísticas, poderemos deixar de falar em dança
inclusiva e, talvez até, deixar de existir”.
Seria desejável que assim fosse,
mas creio que ainda assistiremos a muitas eventos com “Dançando com a
Diferença”. Vale a pena.
Um agradecimento ao trabalho da “Dançando
com a Diferença”.
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