Nestes dias estranhos em que entro na terceira semana de
confinamento creio que ainda demorarei a acomodar o mundo de diferença que entrou
na nossa vida.
É verdade que durante esta semana ainda tenho aulas,
reuniões, atendimento com alunos, tudo actividades que com raras excepções acontecem
a ver gente, mesmo a vê-la, de corpo inteiro e próxima, na sala de aula ou
noutros espaços da escola.
É a terceira semana de distância física do Tomás, do Simão,
da Rita, do João e de gente que são a rede social, essa sim, rede social. Sim,
vemo-nos, ouvimo-nos através dos meios digitais, mas como sabem estar à vista
não é estar perto, próximo. Talvez por isso lhe chamem virtuais, ou ainda de forma mais
óbvia, “à distância” como agora chamamos à escola.
Mas a verdadeira inquietação é … até quando? Com que preço?
Sem comentários:
Enviar um comentário