sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

NA FALTA DO PÃO, QUE VENHA O CIRCO

Esta gente não se enxerga. No meio da maior e mais imprevisível turbulência económica de que há memória, até já reconhecida pelo Grande Timoneiro, lembram-se de apadrinhar uma candidatura, em conjunto com a Espanha, à organização do Mundial de Futebol de 2018. Justificam com a necessidade de rentabilizar os investimentos realizados no Euro de 2004 e na escandalosa construção de estádios que, se eram demais para uma prova em Portugal, demais serão num cenário de envolvimento com a Espanha. É a típica atitude de tapar buracos com buracos.
É certo, que o governo afirma que a candidatura deverá assentar numa “base de critérios de rigor e equilíbrio financeiro”. Não sei qual a tradução desta expressão para castelhano, mas em português significa, “pá, gasta-se o que for preciso e depois dá-se um jeito”.
Será que não seremos capazes de impedir este disparate que seguramente vai sobrar para nós? Já nem temos o Scolari, mais a nossa senhora do Caravaggio e mais as bandeirinhas às janelas. Mas continuamos a ter um Madail.

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