Como é do conhecimento público, o Ministro da Educação divulgou uma propostas de alteração do regime de graus e diplomas que foi entregue aos reitores e Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos.
A proposta desencadeou críticas
generalizadas, quer das Universidades, quer dos Institutos Politécnicos.
O texto de Carlos Ceia divulgado recentemente no Público com o eloquente título “Como implodir o superior: proposta de revisão do regime jurídico dos graus e diplomas”, é elucidativo do que se propõe e das críticas que merece .
Entretanto, talvez admirado com a
recepção da proposta, ao que parece o Ministro da Educação admira-se com
facilidade relativamente às coisas … da educação e depois de uma reunião com Conselho
de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) já veio a terreiro dizer que admite
rever a proposta.
Já cansa, é óbvio que as decisões
em matéria de políticas públicas pertencem às respectivas estruturas, mas manda
a experiência, o quadro legal, o exercício da política e da democracia que se
envolvam as entidades que operam em cada área.
Esta ideia de “atirar o barro à
parede a ver se pega”, esperar pelas reacções e então dialogar é má política,
gera crispação e sustenta incompetência.
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