A obesidade de um Ministério que tutela o ensino básico, o secundário, o superior e a investigação científica tem como efeito trágico que a incompetência produza efeitos em múltiplos sectores.
Ontem referi aqui a questão
crítica relativa aos exames finais do secundário e tudo o que tem estado a ser
divulgado e questionado.
Hoje uma chamada de atenção para dois
textos divulgados no Público relativos às mudanças no ensino superior e na
investigação. “Universidades de investigação ou fábricas de produção de diplomas?" de Mário A. Barbosa e ”Da falecida Fundação para a Ciência e a Tecnologia ao coma da AI²” de João Conde merecem
leitura atenta.
Poderia recordar a fórmula mais
erudita de Lampedusa, em “O Leopardo” e a ideia de que "é preciso que
tudo mude para tudo fique na mesma”, mas prefiro a mais portuguesa, “cada
cavadela, cada minhoca” como ontem utilizei a propósito da ”barraca” dos exames
do secundário.
É mau demais.
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