Não sendo a primeira vez que o faço, recupero este título de um artigo histórico de um dos meus Mestres, o Professor Joaquim Bairrão Ruivo, e que também o usou com o sentido que tem na aviação, alerta para a gravidade extrema de uma situação que exige socorro urgente e adequado. É o caso da actual situação no nosso sistema educativo.
Na verdade, vivemos uma situação
de extraordinária complexidade e com repercussões severas no futuro das
gerações que estão e vão chegar à escola.
Não temos professores para todos
os alunos em todas as disciplinas. Os professores e a sua carreira não são valorizados, a
capacidade de resposta das instituições de formação de professores é
insuficiente.
Não temos escola para todos os
alunos. Num contexto já complexo e difícil a solução está passar por aumentar o
efectivo de turma.
Não temos recursos e dispositivos
de apoio a alunos e professores suficientes e competentes.
O clima de funcionamento em
muitas escolas é complexo e pouco amigável, por assim dizer, para todos os
elementos da comunidade escolar, professores, técnicos, auxiliares, alunos,
pais …
As políticas públicas oscilam ao
sabor do “ímpeto reformista” e da actual “densificação” lembrando Lampedusa, “é
preciso que tudo mude para tudo fique na mesma”.
Desencadeia-se uma “reforma” do
MECI que deixou o MECI do avesso e com falhas críticas como a classificação dos
exames finais, a "digitalização" a vapor ou enormes dificuldades de comunicação ntre serviços do MECI e comunidade escolar.
O desempenho dos alunos, aferido com
diferentes dispositivos, reflecte o contexto desfavorável em que vivem a sua
educação escolar. Felizmente e até ver, o MECI ainda não refere uma eventual
perda de capacidades de aprendizagem nos nossos alunos. Na verdade, temos é um
sério problema de "ensinagem", sobretudo no que envolve o contexto diário do
trabalho de alunos e professores.
Vive-se um clima de
irresponsabilidade e de passa culpas que não é admissível, mas não acontece
nada.
Caminhamos para onde?
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