sexta-feira, 19 de junho de 2026

"HOUSTON, WE HAVE A PROBLEM"

 Como por aqui tenho escrito, comecei formalmente a minha ligação ao mundo da educação aos sete anos, a entrada para escola no meu tempo. Tenho quase 72 e até à reforma, não gosto do termo aposentação, definitiva em 2024, estive sempre ligado à Educação de formas e em circunstâncias diversas, mas sempre com a mesma paixão e inquietude.

Uma das dimensões mais estimulantes desta ligação é a enorme probabilidade de que algo nos surpreenda, de forma positiva ou de forma negativa. A Educação é um mundo “composto de mudança, tomando sempre novas qualidades”, e, apesar do afastamento profissional, assim continua.

No Público encontra-se uma peça em que se aborda o novo mundo “high tech” ao serviço do “copianço” e do “jeitinho” de uma ajuda nos exames. Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas alerta para forma caduca e inadequada como se realiza a vigilância dos exames no sentido de minimizar a fraude pouco eficiente face à transição digital no copianço.

Ao que parece e apesar da proibição relativa a telemóveis, relógios inteligentes (smartwatches) ou qualquer outro equipamento de comunicação electrónica para a sala de exames, Filinto Lima regista a existência de muitos dispositivos “quase imperceptíveis” que podem escapar à vigilância dos docentes e exemplifica referindo brincos com sistemas de comunicação, canetas inteligentes com acesso à inteligência artificial (IA) e até óculos inteligentes, “em que os alunos conseguem ler as respostas em relação à questão que estão a desenvolver”. É obra e mostra a excelência das aulas de Tecnologia de Informação e Comunicação.

Dada a minha insuficiente literacia nesta matéria não tenho solução para estas questões apenas me lembro da errada, mas conhecida, “Houston, we have a problem”.

É só mais um, estamos habituados.

Sem comentários: