Como por aqui tenho escrito, comecei formalmente a minha ligação ao mundo da educação aos sete anos, a entrada para escola no meu tempo. Tenho quase 72 e até à reforma, não gosto do termo aposentação, definitiva em 2024, estive sempre ligado à Educação de formas e em circunstâncias diversas, mas sempre com a mesma paixão e inquietude.
Uma das dimensões mais
estimulantes desta ligação é a enorme probabilidade de que algo nos surpreenda,
de forma positiva ou de forma negativa. A Educação é um mundo “composto de
mudança, tomando sempre novas qualidades”, e, apesar do afastamento profissional,
assim continua.
No Público encontra-se uma peça em
que se aborda o novo mundo “high tech” ao serviço do “copianço” e do “jeitinho”
de uma ajuda nos exames. Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Directores de
Agrupamentos e Escolas Públicas alerta para forma caduca e inadequada como se realiza
a vigilância dos exames no sentido de minimizar a fraude pouco eficiente face à
transição digital no copianço.
Ao que parece e apesar da
proibição relativa a telemóveis, relógios inteligentes (smartwatches) ou
qualquer outro equipamento de comunicação electrónica para a sala de exames, Filinto
Lima regista a existência de muitos dispositivos “quase imperceptíveis” que
podem escapar à vigilância dos docentes e exemplifica referindo brincos com
sistemas de comunicação, canetas inteligentes com acesso à inteligência
artificial (IA) e até óculos inteligentes, “em que os alunos conseguem ler as
respostas em relação à questão que estão a desenvolver”. É obra e mostra a
excelência das aulas de Tecnologia de Informação e Comunicação.
Dada a minha insuficiente
literacia nesta matéria não tenho solução para estas questões apenas me lembro da
errada, mas conhecida, “Houston, we have a problem”.
É só mais um, estamos habituados.
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