segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

OS CAMINHOS DA EDUCAÇÃO

Foi hoje divulgado na FMH coordenado pela Professora Margarida Gaspar de Matos integrado na rede internacional do Desenvolvimento Positivo dos Jovens (Positive Youth Development). O estudo envolveu 2700 jovens portugueses entre os 16 e os 29 anos e apresenta alguns dados interessantes. Refiro-os a partir da notícia do Público pois não conheço ainda o trabalho.
Em síntese e olhando apenas para alguns aspectos parece-me relevante que com a idade os jovens parecem perder auto-estima e confiança em si próprios.
Os dados sugerem também que os jovens melhor estatuto económico e com mais competências académicas parecem revelar menos valores e consciência social.
Como afirma Professora Margarida Gaspar de Matos, considerando alguns dos resultados o quadro não particularmente animador. No entanto, importa aprofundar, provavelmente de forma mais qualitativa, o sentido e fundamento das respostas dos jovens.
Na verdade, estes dados merecem reflexão atenta.
Em que medida uma perspectiva de futuro positiva, com potencial de realização pessoal e profissional que se vai esbatendo com a idade poderá levar a que muitos os jovens desenvolvam sinais de mal-estar e frustração?
Em que medida a construção de modelos de sociedade social e profissionalmente muito competitivos e uma pressão fortíssima face a resultados e à excelência poderá promover nos jovens um menor sentido dos valores e da consciência social, alimentando perspectivas autocentradas e de indiferença face ao outro?
Estas interrogações, do meu ponto de vista já afirmado a propósito de outras questões, deveriam funcionar como um alerta, escolham a cor, relativamente ao que estamos a fazer em matéria de educação global.
Veremos o que os desenvolvimentos da investigação nos trarão, mas seria desejável que de forma intencional e estruturada reflectíssemos nos caminhos da educação, em casa e na escola.

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