Ontem, recebi uma mensagem de André Eusébio, docente no ensino profissional solicitando uma opinião sobre uma sua iniciativa.
O professor André Eusébio criou
um site com materiais de apoio para a componente tecnológica dos cursos
profissionais, organizados por unidade de competência. O site é Aulify (auliy.pt)
e os materiais dirigidos a professores e alunos são gratuitos.
“Em cada unidade há sebenta,
fichas com soluções, slides, mini-projeto, critérios e grelhas de avaliação e
planificação. Não é preciso registo nem pagar, e os materiais têm licença
Creative Commons (BY-NC-SA)."
https://aulify.pt/sobre?utm_source=blogs
Numa visita rápida e não sendo de
todo um especialista na área julgo que pode ser um excelente contributo para o
trabalho docente. Também não conheço o professor André Eusébio estando ainda
mais à vontade para reconhecer o trabalho que realiza.
Como ainda há pouco aqui escrevi,
é fundamental diversificar a oferta formativa, ou seja, promover a
diferenciação de percursos. Só por esta via, me parece possível atingir um
objectivo absolutamente central e imprescindível, todos os alunos devem aceder
a alguma forma de qualificação, única forma de combater a exclusão e responder
mais eficazmente à principal característica de qualquer sala de aula actual, a
heterogeneidade dos alunos. O desenvolvimento do ensino profissional precisa de
ir contrariando a ideia de que não se destina preferencialmente aos "que
não servem" para a escola.
Precisamos, pois, de responder às
exigências de qualificação, mas não podemos mascarar as estatísticas empurrando
os “maus” para percursos que “recebem” um rótulo de “segunda” pois são
percebidos por parte da comunidade como destinados aos menos dotados,
“preguiçosos” ou com problemas vários.
Por outro lado, esta oferta deve
ser adequada às comunidades educativas e dotada dos recursos e meios
necessários bem como de maior e efectiva autonomia das escolas. Como tem sido
referido em diferentes avaliações e pelas direcções escolares esta situação
está longe de acontecer embora também se conheçam excelentes respostas.
A diferenciação dos percursos é
necessária e imprescindível, incluindo, obviamente, o ensino profissional tendo
como potenciais destinatários todos os alunos como se verifica em boa parte dos
sistemas educativos.
Devem estar disponíveis desde
sempre dispositivos de apoio suficientes, competentes e oportunos a alunos e
professores e formas de diferenciação que melhor permitam acomodar a
diversidade dos alunos.
Finalmente, é fundamental para
todo o sistema educativo, importa que existam dispositivos de regulação que
sustentem e promovam a qualidade da desta indispensável oferta educativa dado o
seu papel na construção de projectos de vida bem-sucedidos.
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