sábado, 6 de setembro de 2014

A MAGISTRAL LIÇÃO UNIVERSITÁRIA DE MARIA LUÍS ALBUQUERQUE

"Ministra das Finanças pede “mais eficiência” ao ensino superior"

A Ministra das Finanças desenvolveu uma lição magistral na Universidade de Verão do PSD, umas das mais prestigiadas Universidades do nosso sistema, muitíssimo bem colocada nos rankings de produção e difusão de conhecimento científico em aparelhismo, alpinismo político e gestão de carreiras.
Disse a Ministra que ao Ensino Superior "é pedido que sejam mais eficientes, que consigam produzir mais e melhores resultados com recursos mais reduzidos que obrigam também a uma melhor gestão".
A Ministra afirmou ainda numa análise de extraordinária pertinência e sustentada por décadas de investigação financiada e reconhecida, que o ensino superior, sendo superior e envolvendo as elites, tem uma responsabilidade acrescida, "devem ser os primeiros a compreender as dificuldades e a estar do lado de quem as quer resolver". O modelo teórico desenvolvido pela Ministra é notável. Aos pobres e pouco qualificados ainda se pode desculpar que não entendam o empobrecimento a que têm estado sujeitos, são pobres, burros e mal agradecidos. Está-se a criar pobreza e exclusão em nome de um futuro que não se vislumbra e eles não compreendem. Mas entende-se, decorre da sua incapacidade e ignorância, não fazem parte da nata.
É que as elites não têm justificação para não compreender como desinvestir em educação, desinvestir no ensino superior e na investigação liquidando o futuro a milhares de jovens investigadores e a muitos centros de investigação, constitui, evidentemente, o caminho que nos leva ao desenvolvimento
Não assisti, claro, à magistral lição, mas presumo que as elites universitárias presentes aderiram entusiasmadas a tão profunda teorização sobre o ensino superior, a ciência e a ligação entre educação, conhecimento e desenvolvimento.
A Universidade a que pertencem, sendo de excelência, desde o recrutamento dos melhores alunos à altíssima taxa de empregabilidade em lugares cimeiros de diferentes estruturas, públicas e privadas, constituiu o cenário ideal para a extraordinária lição de Maria Luís Albuquerque.

1 comentário:

Anónimo disse...

Desta feita, no alto critério deste Governo, Santarém distrito contiguo ao de Lisboa, cuja capital do mesmo nome, se situa a cerca de 60 km da cidade de Lisboa, situa-se fora das grandes áreas urbanas, pelo que atribuiu ao Instituto Politécnico de Santarém 75 vagas, e ao Instituto Politécnico de Tomar 80 vagas, para bolsas de 1 500 euros de mobilidade para estudantes, para contribuir para “a coesão territorial e para a fixação de jovens qualificados no interior do país”.

Tal a perplexidade, que fui assaltado pelas mais estranhas interrogações…

Será que o úbere Ribatejo é o interior do País? Será que este Governo conhece bem o país? Será que este Governo conhece o Portugal profundo, desabitado e abandonado?

http://www.ionline.pt/artigos/portugal/bolsas-1500-euros-mil-alunos-queiram-tirar-cursos-no-interior