quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

CORRUPÇÃO? NÃO, É IMPRESSÃO

Segundo notícias de hoje, encontram-se detidos por corrupção 22 indivíduos. Este número corresponde a 6% dos 370 inquéritos registados pela PJ nos últimos dois anos. Diz-se também que estes 22 casos de detenção apenas se verificam por cometimento de outros crimes pois “só” a corrupção seria insuficiente. Em vários estudos, os portugueses identificam a corrupção como uma preocupação o que significa a percepção de que o fenómeno está suficientemente presente no nosso quotidiano para nos tornar apreensivos. Sabemos também que muitos fenómenos de “pequena” corrupção passam sem denúncia ou inquérito pois fazem parte da rotina e da cultura do “e não se pode dar um jeitinho?”. Este quadro, a percepção de uma quase impunidade, uma cultura favorável aos comportamentos de corruptores e corruptos, um quadro normativo “envergonhado” face a este tipo de crimes e com um órgão legislativo, a Assembleia da República, aparentemente desinteressado em alterá-lo, tem efeitos severos sobre a qualidade da nossa vivência cívica. Mas o mais inquietante, é que, para lá da retórica dos discursos, a manutenção desta situação parece servir a todos. Para quê alterá-la?

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