É inevitável e desculpar-me-ão. Cá estou de novo a recordar a perplexidade e o gozo da última grande descoberta nesta minha viagem que já vai longa, a avozice. É sempre assim a cada 4 de Julho ou 5 de Abril.
Cumprem-se hoje treze anos desde
que, com o Simão, entrei pela primeira vez no mundo encantado, no mundo mágico
da avozice que se alargou com a chegada do Tomás, há dez anos. O tempo voa e o
tempo dos velhos parece que voa ainda mais depressa.
Esta mudança de geração tem sido
uma bênção em cada dia que passa e contribui decisivamente para cumprir a
narrativa de um Homem de sorte, eu.
Às vezes, quando brincam ou
quando fazemos trabalhos e “projectos” que sempre inventam, por cá ou pelo
Alentejo de que tanto gostam, fico assim a olhar para eles, para os meus netos,
o grande neto Grande, o Simão, e o grande neto Pequeno, o Tomás, fico a
imaginar que viagens irão fazer. Nessas alturas sinto-me assim … desculpem o atrevimento... um anjo da guarda.
Na verdade, que mais deve ser um
avô que não um anjo da guarda.
Às vezes, não sabemos, não
percebemos, não queremos ou não podemos.
Mas é bonito.
Sem comentários:
Enviar um comentário