sexta-feira, 21 de abril de 2017

100 ANOS DE MÍSTICA

Há fenómenos estranhos. Comemora-se o centenário dos acontecimentos em Fátima. O Papa Francisco vem participar e vai canonizar os pastorinhos Francisco e Jacinta Marto uma vez que foi, por assim dizer, validado o milagre que realizaram, a cura de um menino brasileiro.
Na semana passada o Padre Anselmo Borges, uma figura respeitada da Igreja, afirmou ao Expresso, “É evidente que Nossa Senhora não apareceu em Fátima.”
Hoje, em entrevista ao Público o Bispo D. Carlos Azevedo, Delegado pontifício da Cultura no Vaticano, profere, “Maria não vem do céu por aí abaixo” e entende que é o momento de usar uma “linguagem exacta” sobre os acontecimentos de há 100 anos na Cova da Iria, aconteceram visões imaginativas, místicas, não aparições.
Não será que todo o discurso da Igreja sobre esta questão nos últimos 100 anos não foi ele próprio um discurso místico, um discurso imaginativo, ambíguo, manipulador da "mística"?
E o Papa Francisco vem celebrar uma visão imaginativa, mística? 

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