Os tempos vão estranhos. As políticas públicas de educação e não só, giram em torno do português “cada cavadela, cada minhoca” ou da internacional lei de Murphy, “tudo o que pode correr mal, corre mal”.
Há uns anos, poucos, sem atentar na
evidência, vendia-se a narrativa dos professores a mais. Parece agora claro que
a falta de professores é uma … evidência. Responsabilidades? Nenhuma,
evidentemente.
Como se não bastasse a falta de
docentes, apesar do abaixamento do número de alunos a frequentar o ensino
básico e secundário, temos agora a falta de vagas nas escolas para muitos
alunos.
O Ministro da Inovação, evidentemente,
inova, ou seja, aumenta o número de alunos por turma porque, lá está, a
evidência diz que 30 alunos por turma é tranquilo. Também me parece evidente,
as escolas têm recursos suficientes para lidar com isto. Ainda bem.
No meio, apesar da evidência resultante
do teste à (chamemos-lhe assim) digitalização dos exames finais realizado no
ano passado, o processo este ano correu mal, outra evidência, mas que, mais uma
evidência, responsabilidades assumidas, nenhuma evidentemente.
Acresce ainda que, com a
divulgação dos resultados do PISA 2025, se desencadeou uma animada controvérsia
sobre as evidências e a sua leitura, com a evidente divergência de pontos de
vista que, como se sabe, são uma vista a partir de um ponto, o de cada um.
E como alguém dizia, assim se
cumpre Portugal, uns vão bem … outros mal.
Temos só um pequeno problema, o
futuro, mas recuperando o mantra da pandemia, “vai correr bem”.
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