AS MINHAS CONVERSAS POR AÍ

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

A AUSTERIDADE CONTINUA DENTRO DE MOMENTOS

O que é conhecido do processo de avaliação da Troika e considerando as intervenções do Primeiro-ministro e da Ministra das Finanças, recordou-me uma referência de Paul Krugman no New York Times ao que considerou um “pesadelo” económico-financeiro em que Portugal está mergulhado. Lembrei-me também de um outro cromo da ciência (reparem que não coloco entre aspas) económica mundial, Nouriel Roubini, que no âmbito de uma conferência na Bolsa de Nova Iorque, afirmou que em Portugal “há uma fadiga da austeridade, que se começa a ver nas ruas, que pode tornar-se um problema".
Como disse na altura relativamente à afirmação de Krugman, a situação em que vivemos não é, na verdade, um pesadelo de que se acorda assustado e angustiado mas que em seguida percebemos que tudo não passou… de um pesadelo. Não é assim.
O drama é que a situação para milhões de portugueses é a vivência diária de um pesadelo de que se não vislumbra o fim e, de vez em quando, acontece um sonho com um futuro melhor que aparentemente não passa disso mesmo ... um sonho.
Na mesma linha e relativamente à “fadiga de austeridade” que se começa ver e pode tornar-se um problema, talvez porque Roubini não viva cá não percebe que muitos milhares de portugueses não estão “fatigados” de austeridade, já atingiram o colapso, lutam pela sobrevivência, sem trabalho, sem subsídio e de mão estendida com a dignidade de rastos.
Este é o resultado de uma persistência cega e surda no “custe o que custar", no cumprimento dos objectivos do negócio com a troika e dos objectivos de uma política "over troika", atingindo claramente o limite do suportável e afectando gravemente as condições de vida de milhões. Estamos a falar de pessoas, não de políticas, ou melhor estamos a falar do efeito das políticas na vida das pessoas. Talvez fosse esta a grande questão que deveria ter sido colocada neste último período de avaliação com a presença dos administradores do país por cá, assim os feitores que nos governam tivessem assumido “basta" que tarda.
Contrariamente ao que nos querem fazer acreditar alguns geniozinhos caseiros e estrangeiros a maioria das famílias portuguesas não viviam ou vivem acima das suas possibilidades, mas cada vez mais famílias estão a viver abaixo das suas necessidades, pobres, sem apoio e em risco de exclusão.
Estão “fatigadas” e isto pode ser um problema na linguagem suave de Roubini.

1 comentário:

  1. não sei quem sou...4 de outubro de 2013 às 17:36

    Como grandes e principais culpados da austeridade e consequente dificuldades (fome) do povo temos os sucessivos governos que engordaram até á obesidade mórbida e com a bússola apontada para os JOB FOR BOYS que lhes garantia influências e votos. Estouraram o dinheiro na política do betão fazendo obras não-transaccionáveis e negociando (de forma dasastrosa) as mesmas com as famigeradas PPP.Desmantelando toda a rede produtiva. Quando o dinheiro começou a faltar a banca foi a salvação. Como eles próprios (banca) sabiam que se tinham tornado demasiado grandes e importantes para que se aceitasse a sua falência, começaram a sentir-se impunes. Podiam correr riscos imagináveis com o dinheiro dos depositantes para ganhar muito dinheiro. Se corresse bem, ficavam com os lucros só para eles. Se corresse mal, o estado interviria com o dinheiro dos contribuintes para os salvar e impedir o colapso geral da economia.

    CORREU MAL...O Estado interviu...O contribuinte está a pagar!

    Mas... Há muitas mais causas.

    CRIMES CONTRA A HUMANIDADE É O QUÊ ?! NÃO HÁ TRIBUNAL ?!





    VIVA!







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