AS MINHAS CONVERSAS POR AÍ

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

OUTRO DIÁLOGO IMPROVÁVEL - talvez com o tempo

Pois eu venho falar consigo, Sra. DT porque estou assim preocupado com as notas do meu filho, o Ricardo.
Fez bem Sr. Pai, nós também estamos um pouco apreensivos com o rendimento escolar do Ricardo, ele é um miúdo esperto mas parece trabalhar pouco. Os meus colegas referem que ele nem sempre faz o trabalho de casa.
Se calhar não faz Sra. DT, eu e a mãe chegamos já mesmo à hora de fazer o jantar, perguntamos ao Ricardo e ele diz que fez os trabalhos, mas só o que sabia. Nós até queríamos ajudá-lo, mas não estudámos mais que o 6º ano e muitas coisas não sabemos.
Bom Sr. Pai, o Ricardo tem de pedir ajuda aos professores, tenho a certeza que os meus colegas o ajudam.
Ele diz que pede mas como são muitos alunos, os professores não conseguem ajudar todos.
Às vezes acontece, o Ministério não coloca os professores necessários nas escolas e depois as turmas são grandes. E o Sr. Pai não consegue alguém que o possa ajudar?
Sra. DT, também nos lembrámos e fomos procurar a uns vizinhos que têm a filha numa explicação, mas é muito caro para nós, não podemos mesmo.
Eu creio Sr. Pai, que o Ricardo na escola e nos tempos de Estudo Acompanhado pode obter algum apoio às suas dificuldades.
Isso é aquelas disciplinas que ele tem à tarde, não é Sra. DT? Ele diz que umas vezes estão nos computadores e outras vezes estão a fazer trabalhos mas o professor não é da disciplina, tem à mesma de fazer sozinho ou com colegas, mas sabe como são os miúdos, põem-se na brincadeira e o trabalho fica sempre para depois.
Não acredito que seja assim Sr. Pai, mas vou verificar junto dos meus colegas.
Sabe Sra. DT, já não sabemos o que fazer, queríamos muito que o Ricardo estudasse, fosse até onde eu e a mãe não conseguimos ir, tirar um curso.
Sr. Pai, nós também queremos que os alunos vão o mais longe possível dentro das suas capacidades. É o nosso trabalho, fazemos o que podemos. Vamos ver o que poderemos fazer.
Está bem Sra. DT, vamos ver como correm as coisas.
Venha sempre à escola Sr. Pai, é importante para nós, temos que contribuir todos.
Pois sim, Sra. DT, depois volto outro dia a ver se as coisas já vão melhor.

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