AS MINHAS CONVERSAS POR AÍ

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

JOGAR ÀS ESCONDIDAS

No tempo em que se brincava na rua jogar às escondidas era uma das actividades preferidas. Um ficava no "coito" de olhos tapados, contava até 31, os outros escondiam-se e depois da contagem começava a procura. Cada um dos escondidos tentava chegar ao "coito" sem ser apanhado pelo procurador. O último que fosse descoberto ficava a "amochar".
Hoje de formas bem mais sofisticadas e com outros contornos ainda temos miúdos que continuam a jogar às escondidas. Como muitos substituíram a rua pelas actividades extracurriculares e mais os ATL e mais as oficinas e mais o banco de trás dos carros dos pais ou as carrinhas dos transportes escolares, os esconderijos mudaram muito.
Alguns, os mais dados às novas tecnologias escondem-se, por exemplo, dentro dos ecrãs que fazem parte da sua vida e esperam que ninguém os encontre.
Um outro grupo esconde-se, submerso na onda de todas as actividades em que se vêem envolvidos ao longo de dias que não têm fim de tão compridos.
Existe também alguma miudagem que se esconde no meio do grupo que, como se sabe, constitui uma excelente forma de camuflagem e protecção.
Um grupo pequeno e nem sempre discreto esconde-se dentro de personagens que lhe asseguram o disfarce, fazem de bons ou de maus, os bons toleram-se e nem sempre são descobertos, os maus são muito conhecidos por fora mas, por vezes, completamente desconhecidos por dentro, estão escondidos.
De vez em quando nós, os mais crescidos, podíamos entrar no jogo e ir à procura dos miúdos, dos escondidos. Era engraçado descobri-los.

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