AS MINHAS CONVERSAS POR AÍ

domingo, 19 de outubro de 2008

OS BAIXOS LUCROS DA BANCA E AS HORAS QUE TRABALHAMOS

Vejam lá como são as coisas e os riscos que corremos quando não estamos devidamente informados.
De há uns anos até ao início da recente crise financeira, os relatórios periódicos dos maiores bancos portugueses divulgados pela imprensa, evidenciavam os lucros muito significativos da sua actividade. Estávamos enganados. O presidente da Associação Portuguesa de Bancos diz hoje em entrevista ao CM e Rádio Clube que não senhor, os bancos nunca tiveram lucros fabulosos, ou seja, os bancos publicam relatórios onde mostram a excelência da sua gestão, evidenciando crescimento de lucros na ordem das dezenas de pontos prcentuais, mas afinal não têm assim tanto lucro. Pois não, o Dr. Salgueiro tem razão. Basta fazer umas contas simples, percebendo quanto dinheiro o banco me empresta e quanto dinheiro lhe pago no fim do empréstimo, descontando os custos previsíveis da inflação e do serviço prestado. É melhor nem fazer as contas, deprimimo-nos no minuto seguinte. Por isso, é tão importante o apoio à banca para nos apoiar a nós e às empresas através da sua generosa e pouco lucrativa actividade.
Outro equívoco. Andamos sempre a queixar-nos da trabalheira que é a nossa vida, sem tempo para nada, só trabalho e na volta, só três países na Europa trabalham menos que nós, Dinamarca, Itália e França. Segundo um estudo do Eurofound, trabalhamos menos 1,2 h que a média e menos 2,9 h que os países mais trabalhadores. Este estudo considerou apenas alguns sectores de actividade e os resultados são um pouco enviesados pelo horário da função pública que é o segundo mais baixo da Europa. De qualquer forma, afinal não nos podemos queixar, é certo que os outros ganham um bocadinho mais, mas a gente trabalha um bocadinho menos. Deve ser isto a que se chama convergência.

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