A propósito do calendário das consciências assinalar a 10 de Outubro o Dia Mundial da Saúde Mental, no Expresso e no Público duas peças abordavam este universo, em particular em crianças e adolescentes.
Miguel Xavier, coordenador das
políticas de saúde mental, e a Provedora de Justiça, Luísa Neto, chamam a
atenção para as dificuldades de resposta no âmbito da saúde mental no que
respeita aos mais novos, designadamente no que respeita a apoios
especializados.
Nada de novo. Como muitas vezes
aqui tenho escrito, a generalidade dos estudos sobre saúde mental em Portugal
sugere uma alta incidência de problemas e a tendência de subida mantém-se
afectando de forma relevante crianças e adolescentes.
Como defende Miguel Xavier,
coordenador nacional das políticas da Saúde Mental “Os problemas de Saúde
Mental previnem-se antes de aparecerem. Através de bons programas de
parentalidade, bons programas sociais, como os programas de apoio às populações
vulneráveis”, o que envolve a necessidade de políticas integradas, mas também a
importância dos recursos adequados.
A questão é que a saúde mental
tem sido o parente pobre das políticas públicas de saúde.
Existe muita gente a passar mal,
pode ser na casa ao lado.
No entanto, como agora se diz,
somos resilientes e queremos viver, seremos capazes de continuar.
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