Ontem realizou-se em frente ao MECI uma manifestação de pais, professores e técnicos das designadas instituições de ensino especial que providenciam a educação escolar e apoios especializados a alunos com necessidades especiais que boa parte das vezes passaram por grandes dificuldades de apoio nas escolas regulares e com o acesso ao subsídio de educação especial cujo valor será insuficiente para a manutenção dos apoios e funcionamento das instituições que enfrentam sérias dificuldades. Temem não garantir o início do próximo ano lectivo.
A resposta de natureza mais
especializada é crítica para o desenvolvimento e trajecto educativo para muitas
crianças e jovens com necessidades especiais, também porque o cenário
verificado nas escolas regulares em matéria de apoios educativos tem graves carências
como tantas vezes aqui tenho abordado. Esta matéria foi o meu universo
profissional durante quase 50 anos.
Apesar das boas experiências que,
felizmente, existem, a falta de recursos, equipamentos e humanos (professores,
técnicos e auxiliares), o incumprimento dos ratios na constituição de turmas,
um excesso de utilização do “outsourcing” que em educação é pouco eficiente são
algumas das questões sentidas por todos que lidam com a educação escolar.
Não é nada de novo, os mais
vulneráveis são sempre os que sofrem mais.
Mas não é uma fatalidade, fazemos
os dias assim, como cantam os Trovante.
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