AS MINHAS CONVERSAS POR AÍ

sábado, 26 de fevereiro de 2022

DA BARBÁRIE

 Já faltam as palavras para falar do horror e da barbaridade que vão acontecendo. Sei também da inutilidade deste texto, ainda assim aqui fica.

A mediocridade das lideranças actuais da generalidade dos países e de entidades que põem e dispõem no xadrez do poder mundial e de tantos outros subservientes e submissos que, em muitos casos, de pessoas não sabe nem quer saber, permite, sem um sobressalto e com palavras e acções que de inócuas são um insulto, que se assista à barbaridade que as imagens, os relatos, mostram e o muito que se imagina, mas não se vê.

Morre gente inocente, milhares de vidas destruídas, a barbaridade estende-se, o horror é imenso e, por vezes, nem a retórica da condenação ou uma afirmação de solidariedade é convincente e muitos menos é eficaz, evidentemente. Apesar da história, também é ainda possível assistir ao branqueamento patético do horror.

A questão é séria, os ventos sempre semeiam tempestades e as tempestades num mundo global não ficam confinadas nos epicentros.

Não existe terror mau e terror bom. Não existe horror mau e horror bom. Não existe terrorismo bom e terrorismo mau, não existe democracia sem direitos humanos.

Como é possível que tal horror aconteça? Como explicar a guerra aos meus netos?

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