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terça-feira, 4 de dezembro de 2018

DEFICIÊNCIA E DIREITOS


O DN tem vindo a publicar um conjunto de trabalhos sobre diversas dimensões e problemáticas da vida das pessoas com deficiência e das suas famílias.
Os exemplos retratados são esmagadores de entrega e disponibilidade mas também do peso e cansaço de rotinas altamente exigentes em muitas circunstâncias quer para os próprios, quer para os que lhes estão próximos, incluindo profissionais de diferentes áreas. Como é habitual são referidas as enormes necessidades de natureza diversificada e os apoios que tardam ou não chegam.
As crianças, jovens e adultos com necessidades especiais, as suas famílias e muitos dos professores e técnicos sabem, sobretudo sentem, um conjunto enorme de dificuldades para, no fundo, garantir não mais do que algo básico e garantido constitucionalmente, os seus direitos. É assim que as comunidades estão organizadas, pelo que não representa nada de extraordinário e muito menos um privilégio.
Como também é evidente, as minorias são sempre mais vulneráveis, falta-lhes voz.
Como sempre afirmo, os níveis de desenvolvimento das comunidades também se aferem pela forma como cuidam das minorias. Lamentavelmente, estamos num tempo que em que desenvolvimento se confunde com mercados bem-sucedidos.

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