AS MINHAS CONVERSAS POR AÍ

quarta-feira, 30 de março de 2016

PELA EDUCAÇÃO É QUE VAMOS

Uma das questões que está associada à relação dos alunos com a escola é a percepção que estes têm da ligação entre a escola, a vida da escola e os conteúdos das actividades escolares com a vida “fora da escola”. Por outro lado, durante muito tempo e de formas mais ou menos positivas, mais ou menos bem-sucedidas entendia-se que a educação é mais que actividade escolar em sala de aula centrada no estrito cumprimento dos conteúdos curriculares ainda que estes procurassem envolver o “fora da escola”  
Neste sentido e de várias formas a escola sempre tem procurado manter essa ligação quer no âmbito de actividades inscritas nos conteúdos curriculares quer em projectos diversificados.
No entanto, os últimos anos de política educativa foram caracterizados por recentração excessiva e preocupante na “disciplinas estruturantes”, nos conteúdos “essenciais”, nos saberes “instrumentais”, os que servem para algo e subvalorizou-se uma enorme gama de conteúdos que são, também eles, essenciais para a formação global das pessoas. Refiro, por exemplo, todas as áreas relativas à formação pessoal, à formação social e cívica, às expressões, à actividade física e ao desporto, etc.
A ideia de educação parece ter vindo a ser substituída pela ideia “única” de aprendizagem como se o fim último do trajecto educativo fosse a qualificação e não a formação de pessoas de que a qualificação é uma das dimensões.
Muitas vezes tenho referido esta inquietação.
Serve esta introdução par referir a iniciativa a que muitas escolas estão a aderir de envolver os alunos num olhar e na percepção do que é ser um refugiado, do drama de fugir de um inferno em que se transformou, transformaram a sua vida, e na tragédia que isso representa. As actividades desenvolver-se-ão no dia 6 de Abril.
Julgo que se trata de uma boa iniciativa e um bom serviço prestado à educação.
A experiência e os estudos mostram que o olhar e as atitudes dos mais novos são inspiradores de mudança, incluindo nos comportamentos e atitudes dos mais velhos o que se tem verificado em várias situações de que pa preocupação com as questões ambientais é um exmplo claro. Seria bom que tal também acontecesse com este drama, basta atentar nos discursos e comportamentos de tanta gente em tantos países e na vergonhosa resposta europeia decorrente da mediocridade da maioria das suas lideranças.
Mandela dizia que a educação é a arma mais forte que temos para mudar o mundo.
Adaptando o enunciado de Sebastião da Gama também poderemos afirmar “pela educação é que vamos”.

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