AS MINHAS CONVERSAS POR AÍ

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

TALVEZ A NOTÍCIA DA MORTE DA RECESSÃO SEJA UM POUCO EXAGERADA

Como é evidente qualquer conjunto de indicadores de natureza mais positiva são algo de registar. Nesta perpectiva, os dados agora conhecidos sobre o comportamento da economia portuguesa merecem atenção.
No entanto, como todos nos lembramos, "a crise acabou", "o fim da crise", "o começo da recuperação", "o fim da recessão", etc., já foram anunciados por diversas vezes e por diversas figuras de vários governos, recordo o mítico Manuel Pinho e o actual Primeiro-ministro, e temos a situação que temos.
Na verdade e apesar dos sinais positivos, a vida de milhões de pessoas, em Portugal e não só,  continua um inferno e uma desesperança que não autorizam discursos excessivamente optimistas de que muita gente não entenderá a razão quando olha para si e para a sua família. Como exemplo, em Junho registou-se um máximo de desempregados de longa duração, mais de 2 anos, cerca de 335 000 pessoas, 38% do total de desempregados.
Importa pois resistir à tentação de anunciar os amanhãs que cantam quanto também se dispensam os discursos catastrofistas que nada alteram. É necessário ser realista e exigir políticas que combatam a pobreza e exclusão que se tornou a vida de muitas pessoas embora boa parte das lideranças políticas tendam a confundir a realidade com a projecção dos seus desejos.
Eu também gostava de acreditar no fim da recessão, mas lembro-me ainda de Mark Twain, talvez a notícia da morte da recessão seja um pouco exagerada. 

2 comentários:

  1. não sei quem sou...14 de agosto de 2013 às 16:20

    É na realidade uma pré-morte anunciada que tem por finalidade insuflar o balão governativo.

    Mas os últimos a sentirem o fim da crise (quando chegar) são aqueles que mais sofreram com a mesma e que é a maioria do povo.
    O alívio da recessão, geometricamente falando é uma pirâmede que tem como início da trajectória do topo para a base.


    VIVA!


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  2. There are three kinds of lies: lies, dawn lies and statistics.

    Frase popularizada por Mark Twain

    Abraço
    António Caroço

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