AS MINHAS CONVERSAS POR AÍ

quinta-feira, 26 de julho de 2012

O DIREITO AOS AVÓS

Como tem acontecido aqui no Atenta Inquietude em cada 26 de Julho, dia que a agenda das consciências manda dedicar aos Avós, retomo a minha proposta no sentido de ser legislado o direito aos avós. Isto quer simplesmente dizer que todos os miúdos deveriam, obrigatoriamente, ter avós e que todos os velhos deveriam ter netos.
Num tempo em que milhares de miúdos estão sós e muitos velhos vão morrendo devagar de sozinhismo, de solidão, qualquer partido verdadeiramente interessado nas pessoas, sentir-se ia obrigado a inscrever tal medida no seu programa ou, porque não, inscrevê-la nos direitos fundamentais.
Com tantas crianças abandonadas dentro de casa, institucionalizadas, mergulhadas na escola tempos infindos ou escondidas em ecrãs, ao mesmo tempo que os velhos estão emprateleirados em lares ou também abandonados em casa, isolados de tal forma que morrem sem que ninguém se dê conta, trata-se apenas de os juntar, seria um dois em um.
Creio que os benefícios para miúdos e velhos seriam extraordinários. Aliás, noticia-se no JN a realização de um estudo por uma equipa do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas sobre o impacto na economia familiar do envolvimento dos avós no cuidar dos miúdos que pode se significativo, conforme a experiência relatada por algumas famílias e a experiência de muitos de nós. Como é evidente e reconhecido, muitos destes benefícios não são sequer tangíveis, não se podem quantificar, quase sempre só se podem sentir e gozar.
Na verdade, um avô ou uma avó, de preferência os dois, são bens de primeira necessidade para qualquer miúdo.

1 comentário:

  1. "Como é evidente e reconhecido, muitos destes benefícios não são sequer tangíveis, não se podem quantificar"...Nesse caso não cabe na nossa cultura de EXELencia.

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