AS MINHAS CONVERSAS POR AÍ

quinta-feira, 19 de julho de 2012

FMI PROPÕE APOIAR MÃES QUE VOLTEM MAIS CEDO AO TRABALHO

No DN surge em 1ª página, "FMI propõe apoiar mães que voltem mais cedo ao trabalho" o que não me surpreendendo merece algumas notas.
O FMI pretende que mais mulheres estejam a trabalhar mais tempo, não percam horas de trabalho com essa coisa estúpida e desnecessária de cuidar dos filhos uns meses depois do nascimento. Nesse sentido entende que em vez de apoio às famílias se atribuam apoios às mães trabalhadoras.
Acontece que, não acredito que os burocratas do FMI não saibam, que Portugal já é o país onde as mulheres com filhos mais trabalham, a tempo inteiro, além de que é também o país em que existem mais casais empregados e com filhos.
Os burocratas do FMI insistem no mais trabalho quando, certamente, também sabem, que os países mais ricos, com menos desemprego são justamente os que têm menor rácio de horas de trabalho, é caso de Alemanha e Holanda. Paralelamente, nos países mais desenvolvidos e com menos desemprego também se assiste ao aumento do trabalho parcial.
Esta política de insistência na ideia de que trabalhamos pouco, os preguiçosos do Sul, um dos alvos da Senhora Merkel, é inadmissível e sugere um caminho contrário aos países mais desenvolvidos.
Por outro lado, como se sabe, em toda a Europa mas em particular entre nós, os nascimentos estão em níveis perigosamente baixos sendo que o índice de fertilidade nas mulheres portuguesas nos últimos anos não é suficiente para assegurar a renovação das gerações.
É fundamental para o nosso desenvolvimento e futuro a definição de políticas de família que incentivem a natalidade e não o caminho inverso agora proposto por burocratas ignorantes que propõem medidas que os seus países não subscrevem, mas que para os pobres devem ser boas, trabalhar, trabalhar, como se trabalhar mais fosse igual a trabalhar melhor.
Estou à espera do dia em que os burocratas iluminados do FMI sugiram o retorno legal do trabalho infantil. O problema é que nessa altura teremos ainda menos miúdos para trabalhar.

2 comentários:

  1. É impressionante! É tudo ao contrário da mínima decência. Só espero que haja uma enorme revolução por cá e nos outros países vítimas destes monstros.

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  2. A revolução é inevitável, acho. Não é possível regressarmos à Idade Média. Este mundo ao contrário tem forçosamente de acabar. Mau é que muitos sofrerão muito pelo caminho.

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