AS MINHAS CONVERSAS POR AÍ

quinta-feira, 24 de junho de 2010

A HISTÓRIA DO RAPAZ POBRE

Era uma vez um rapaz chamado Rapaz Pobre. Era um nome um pouco estranho mas, por partida ou à procura de um destino, alguém assim tinha chamado ao rapaz.
O Rapaz Pobre pouca coisa mostrava. Nunca aparecia com brinquedos ou jogos, aliás, ele nunca aparecia com qualquer coisa como os outros rapazes tinham, além da roupa que incluía um inseparável boné por baixo do qual se abrigava das pessoas, não era muito dado a conversas.
O que se tornava mais curioso e intrigava as pessoas é que sobre qualquer coisa que perguntassem ao Rapaz Pobre, se ele queria ou precisava, a resposta era invariavelmente um envergonhado “não”, “não preciso” ou “não quero”, sempre num tom quase a pedir desculpa por existir.
As pessoas tinham dificuldade em entender porque é que um Rapaz Pobre a quem tudo parecia faltar, nada afirmava querer ou precisar. Algumas até o achavam arrogante por não aceitar ou exprimir ajuda ou necessidade.
Na verdade, as pessoas não percebiam que o Rapaz Pobre era o mais pobre dos rapazes, nem sonhos tinha.

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