AS MINHAS CONVERSAS POR AÍ

quinta-feira, 3 de junho de 2010

A HISTÓRIA DO MÁRIO, ALIÁS, DO TERROR

Era uma vez um rapaz chamado Terror. Na verdade ele não se chamava Terror, chamava-se Mário, mas a partir de certa altura, aí pelos onze anos, começaram a chamar-lhe Terror. Lá na escola onde andava as coisas não corriam nada bem, o Mário arranjava com frequência complicações com os colegas, com os professores, com os funcionários. Não era mau miúdo mas respondia a qualquer coisa que lhe dissessem numa linguagem que muitas vezes não era a mais adequada, era, por assim dizer, pouco avesso a cumprir as regras e volta e meia andava engalfinhado com os colegas. Foi a partir dessa altura que o Mário passou a ser o Terror. E toda a gente já só falava do Terror.
Até os pais dos outros miúdos foram ouvindo as histórias do Terror e ficavam muito preocupados com a má influência do Terror nos seus filhos. Muitos tentavam proibir que os seus filhos se dessem com o Terror que, por sua vez, cobrava nos colegas e nos professores o Terror que tinha aprendido a ser.
Mesmo na sua casa, os pais também achavam que ele era um Terror com a rebeldia e a sua enorme facilidade em não cumprir ordens e regras.
Com o tempo, a presença do Terror na escola era considerada um autêntico pesadelo, era assim que o consideravam.
Ninguém sabia que o Terror também tinha regularmente pesadelos. Muitas noites sonhava consigo e com a sua vida.
Acordava cansado, confuso e lá partia para a sua vida, a de um Terror.

1 comentário:

  1. O que a mim me faz sentir terror é que a escola desiste mesmo dos Mários.

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