AS MINHAS CONVERSAS POR AÍ

quarta-feira, 5 de maio de 2010

CARTA A PROFESSORES, PAIS, PESSOAS DO MINISTÉRIO E OUTROS GRANDES

Hoje tive que fazer na minha escola a prova de aferição em Língua Portuguesa. Ando no 6º ano e estava um bocadinho nervoso. Os meus colegas também estavam. Os setores tinham avisado a gente para não estarmos nervosos porque nós sabíamos as coisas e a prova não seria mais difícil que os testes que fazemos nas aulas. Mas é um exame e mesmo sem querer ficamos nervosos.
Eu acho que não sou mau aluno, não tenho sempre 5, tenho até mais 4 e 3 mas sei algumas coisas e a prova correu bem. Os colegas com quem falei mais a setora de Português também correu bem, só a Cátia é que achava que não tinha feito bem lá umas coisas.
Mas eu estou a escrever porque não percebemos porque é que discutem tanto estas coisas das provas e as outras coisas todas. Toda a gente está sempre contra alguma coisa, ou mesmo contra tudo, uns dizem que as provas são fáceis, outros que a gente não sabe nada, outros que as provas estão mal feitas, outras que não deveriam existir, outras que nem todos os alunos deviam fazer as provas, outros que deveria provas noutras disciplinas, outros que as provas são muito importantes, outros que as provas avaliam os professores e eu não percebo isso porque a gente é que as faz, outros porque a escola fecha para os alunos que não têm provas e assim.
Vocês desculpem mas a gente fica cansada. Temos que fazer as provas e ainda ouvimos toda gente a discutir por causa delas e ninguém se interessa por a gente, com o que a gente pensa, está mal.
Eu acho que vocês que já cresceram, parece, se deveriam organizar e arranjar menos confusão, a gente não tem tempo para essas cenas, precisamos de crescer e aprender, deviam pensar nisso, já são uns homenzinhos e umas mulherzinhas.

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