AS MINHAS CONVERSAS POR AÍ

domingo, 31 de maio de 2009

O ESPOJINHO

Hoje no meu Alentejo fez um calor bravo. Estes primeiros dias de calor a sério custam mais, o corpo ainda estranha, lá mais para Julho o mesmo calor parece mais brando. Aí por volta das três da tarde, abrigados por uns quentes trinta e sete, andava eu de posse, como se diz por lá, das árvores a fazer as caldeiras para a rega e o Mestre Zé Marrafa, pertinho de mim, de posse das batatas, a tirá-las, ainda por cima com uma produção fracota. Como vêem, naquela quentura são trabalhos aconchegantes para o corpo, sempre a pedir água. De repente, levantou-se um vento que criou um novelo grande de palha do pasto a rodopiar que mal se via. Vento malino, disse eu para o Mestre Zé. É um espojinho, está a anunciar trovoada, respondeu o Velho.
Fiquei a pensar, será que esses ventos malinos que todos os dias se alevantam turbulentos na nossa terra, serão espojinhos a anunciar trovoada? Mais trovoada? Ou a trovoada?
Pode ser que, depois, venham a calmia e a brandura que trazem dias criadores. O Mestre Zé Marrafa acha que sim. Não sei se desta vez acertará.

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